Solicitar orçamento
Técnico da Termaxis, de capacete, óculos de proteção, luvas e macacão laranja, borrifa produto na serpentina de um ar-condicionado de parede aberto, com uma bolsa coletora azul embaixo e os móveis do escritório cobertos com plástico

Manutenção

Higienização do ar-condicionado: com que frequência fazer e por quê

Equipe técnica Termaxis5 min de leitura

Compartilhar

O ar-condicionado de um escritório, loja ou clínica passa o dia puxando o ar da sala, com a poeira que vem junto. Parte fica no filtro; parte vai parar onde a limpeza do filtro não alcança.

Se você cuida de um prédio comercial, veja o que diferencia cada limpeza, o que a lei diz sobre a frequência e os sinais de atraso.

Em resumo

  • Limpar o filtro, higienizar o aparelho por dentro e limpar dutos são serviços diferentes, com ritmos diferentes.
  • A lei federal não traz calendário: a frequência fica no PMOC. No Rio de Janeiro, uma lei estadual exige limpeza geral anual.
  • Horas de uso, ocupação, poeira, maresia e gordura de cozinha mudam o intervalo.
  • Cheiro, poeira, mofo, queixas de alergia e queda de rendimento podem indicar limpeza atrasada.

Qual a diferença entre limpar o filtro, higienizar o aparelho e limpar os dutos?

São três serviços diferentes:

ServiçoO que incluiQuando entra
Limpeza do filtroTirar a poeira do filtro, ou trocá-lo se for descartável.A mais frequente.
Higienização do aparelhoSerpentina, bandeja, dreno, ventilador e gabinete.Em intervalos maiores, com o aparelho aberto pelo técnico.
Limpeza de dutosParte interna da rede de dutos e bocas de ar.Quando a inspeção encontra sujeira.

O filtro não segura toda a poeira: um fabricante avisa que o pó acumulado dentro da unidade pode reduzir o desempenho mesmo com a limpeza do manual em dia. Por isso o modelo de PMOC da Portaria 3.523/1998 inclui lavar bandejas e serpentinas, removendo o lodo, e limpar gabinete e ventiladores.

Dutos só existem em parte dos sistemas, como os self-contained; o split de parede não tem. A higienização desses sistemas tem norma própria da ABNT, a NBR 14679.

O que a lei diz sobre a frequência da higienização do ar-condicionado?

A Lei 13.589/2018 obriga prédios de uso público e coletivo climatizados a ter PMOC, o plano de manutenção que explicamos no artigo sobre PMOC. A lei não traz calendário.

A Portaria 3.523/1998 manda manter limpos bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos e verificar os filtros periodicamente. O número fica com o PMOC: o modelo da portaria traz um campo de periodicidade por atividade, a preencher com a NBR 13971 da ABNT.

A Resolução RE 9/2003 da Anvisa, citada na lei, fixava mínimos, como limpeza mensal de filtros e bandejas e trimestral da serpentina. Ela foi revogada em julho de 2024 (RDC 886/2024), e os padrões de qualidade do ar passaram a seguir a ABNT NBR 17037:2023.

No estado do Rio de Janeiro, a Lei estadual 4.192/2003 exige limpeza geral anual dos aparelhos de ar-condicionado e dos dutos de sistemas centrais em prédios públicos e comerciais. A lei fala em uma vez por ano, mas os manuais pedem filtros limpos bem mais vezes.

De quanto em quanto tempo limpar o filtro e higienizar o ar-condicionado?

Os números variam com o aparelho e a fonte:

FonteO que recomenda
Manuais de split de dois fabricantesLimpar o filtro a cada 2 semanas, em uso normal.
Manual de split de outro fabricanteAviso de limpeza do filtro após 240 horas de uso.
Roteiro de inspeção da Prefeitura de São PauloLimpar os filtros do split todo mês.
Manual de split de um fabricanteManutenção por técnico pelo menos uma vez por ano.

Num equipamento comercial com dutos, o manual de um fabricante sugere conferir filtros e dreno a cada um ou dois meses, até definir o calendário daquela instalação. É o papel do PMOC: ajustar as recomendações ao aparelho e ao uso real.

Por que a frequência muda de um prédio para outro?

  • Horas de uso: há fabricante que conta o aviso de limpeza do filtro em horas de uso.
  • Ocupação: o modelo de PMOC registra a atividade e o número de ocupantes de cada ambiente.
  • Poeira: um fabricante de cassete pede limpar o filtro mais vezes em sala com ar muito poluído.
  • Maresia: perto do mar, um fabricante pede tirar periodicamente o sal e a poeira do trocador de calor.
  • Cozinha: há fabricante que desaconselha instalar o aparelho em área com muito vapor ou óleo, como uma cozinha.

A rotina contra o sal está no artigo sobre maresia e corrosão.

Quais são os sinais de que a higienização do ar-condicionado está atrasada?

  • Cheiro ruim: filtro sujo causa maus odores, diz um fabricante. Mas o aparelho também devolve cheiros da sala, como de móveis e cigarro.
  • Poeira saindo: depois de muito tempo desligado, alguma poeira na partida pode ser normal, segundo um fabricante. Se continua, chame o técnico.
  • Mofo, limo ou água pingando: a bandeja sem manutenção pode acumular água e favorecer microrganismos, alerta a Prefeitura de São Paulo; dreno entupido também pode fazer pingar.
  • Queixas de alergia: sintomas repetidos entre as pessoas da mesma sala pedem investigação. A Portaria 3.523/1998 reconhece que a manutenção precária da climatização favorece problemas de saúde.
  • Queda de rendimento: filtro entupido reduz o fluxo de ar e a eficiência e aumenta o ruído, avisa um fabricante.

Nenhum sinal prova a causa sozinho. Se a sala não esfria, veja também o artigo sobre ar-condicionado que não gela.

Por que produto e método errados estragam o ar-condicionado?

Os manuais apontam os erros que danificam o aparelho:

  • Solvente: thinner e benzina podem rachar ou deformar o plástico.
  • Ácido, alcalino ou água sanitária: podem ser difíceis de enxaguar e acelerar a corrosão onde a aleta de alumínio encosta no tubo de cobre.
  • Jato forte de água ou ar comprimido: entorta as aletas.
  • Limpeza interna mal feita: pode quebrar peças plásticas e causar vazamento de água e choque elétrico.

Por isso os fabricantes mandam deixar o interior com o técnico. A Portaria 3.523/1998 pede ainda produtos biodegradáveis e registrados para esse fim, e o modelo de PMOC manda remover o lodo sem produtos desengraxantes e corrosivos.

Como a Termaxis cuida da higienização do seu ar-condicionado

  1. Avaliação técnica: conferimos os aparelhos, os ambientes e o uso de cada um.
  2. Plano: a frequência de cada limpeza entra no PMOC do prédio, com o TRT.
  3. Execução: limpeza regular dos filtros e higienização da unidade interna pela equipe própria da Termaxis, com EPIs e as NRs aplicáveis, como a NR-10 e a NR-35.
  4. Registro: cada serviço fica documentado.
  5. Contrato: uma equipe mensal cuida dos seus aparelhos, com atendimento 24 horas para o que não pode esperar.

Perguntas frequentes

Higienização do ar-condicionado é obrigatória?

Em prédio de uso público e coletivo, sim: a Portaria 3.523/1998 manda manter o sistema limpo, e o PMOC exigido pela Lei 13.589/2018 define a frequência.

Quem pode fazer a higienização?

O usuário pode limpar o filtro de alguns modelos, se o manual permitir. No cassete de teto, por ser trabalho em altura, um fabricante manda chamar o técnico. A limpeza interna é do técnico.

A higienização acaba com o cheiro?

Se o cheiro vem de sujeira no aparelho, a limpeza ataca a causa. Se vem de odores que ele absorveu da sala, o problema está no ambiente.

A higienização dos seus aparelhos está em dia?

Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.

Conversar no WhatsApp

Escrito pela equipe técnica

Termaxis

Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.

Conheça a Termaxis

Compartilhar

Fontes

Leia também