Manutenção
Manutenção de sistemas VRV: o que muda em relação ao split
Num sistema VRV, uma unidade externa alimenta várias unidades internas pelo mesmo circuito de fluido refrigerante, com eletrônica e comunicação entre elas. Por isso, a manutenção não é a de vários splits somados.
Veja o que é o VRV, o que muda em relação ao split e o que a manutenção precisa cobrir.
Em resumo
- VRV é marca de um fabricante. O nome genérico da tecnologia é VRF.
- No VRV, várias unidades internas dividem a mesma tubulação e se comunicam com a unidade externa por um cabo próprio.
- A manutenção vai além de filtros, drenos e serpentinas: inclui leitura de parâmetros e alarmes, busca de vazamento, quadro elétrico e comunicação entre as unidades.
- Os manuais dos fabricantes pedem profissional qualificado para inspeção e conserto.
O que é um sistema VRV?
VRV vem do inglês Variable Refrigerant Volume, volume variável de refrigerante. O nome é marca da fabricante Daikin, e por isso os demais fabricantes chamam a mesma tecnologia de VRF, Variable Refrigerant Flow, ou vazão variável de refrigerante. A norma americana AHRI 1230 também usa VRF. Aqui, VRV vale para qualquer sistema desse tipo.
Uma unidade externa, ou um conjunto de módulos, se liga por tubulação de cobre a várias unidades internas. Um fabricante informa que a sua linha aceita até 64 unidades internas numa só unidade externa. O compressor inverter muda de velocidade conforme a demanda, a válvula de expansão eletrônica de cada unidade interna dosa o refrigerante do seu ambiente, e as placas eletrônicas se comunicam por um cabo próprio.
Qual a diferença entre VRV e split?
No split comum, cada unidade interna tem a sua unidade externa e forma um aparelho independente. No VRV, tudo depende do mesmo circuito:
| Ponto | Split | VRV |
|---|---|---|
| Arranjo | Uma unidade interna para uma externa | Várias unidades internas na mesma externa |
| Tubulação | Liga só as duas unidades | Rede com derivações, que pode subir vários andares |
| Refrigerante | Carga de um só aparelho | Carga maior, calculada pelo comprimento da tubulação |
| Controle | Um controle por aparelho | Cabo de comunicação, endereço para cada unidade e, às vezes, controle central |
Por isso, um vazamento ou defeito na unidade externa pode afetar vários ambientes.
Por que a manutenção de VRV é diferente?
Refrigerante. Os manuais mandam calcular a carga adicional pelo comprimento da tubulação, e um deles pede anotar o valor numa etiqueta no equipamento. Como um vazamento pode levar o refrigerante para dentro de uma sala, o manual de um fabricante pede que se confira a concentração no menor ambiente atendido, e o guia de fluidos frigoríficos da ABRAVA orienta fazer a conta como se toda a carga vazasse de uma vez.
Eletrônica e comunicação. Cada unidade tem placa, sensores e válvula eletrônica. Quando algo sai do normal, o sistema mostra um código de erro: falha no dreno, no ventilador, num sensor, na válvula ou na comunicação, por exemplo. Ruído elétrico pode cortar a comunicação e parar unidades, e cabo mal conectado ou endereço repetido também geram alarme.
O que inclui a manutenção de um VRV?
A periodicidade vem do manual do fabricante e, em prédio de uso coletivo, do PMOC. Um manual avisa que os intervalos podem encurtar com poeira ou sal no ar, liga e desliga frequente ou uso 24 horas por dia. Em geral, entram:
- Unidades internas: filtros, bandejas, drenos, bombas de dreno onde houver, serpentinas e ventiladores, limpos e funcionando.
- Unidades externas: serpentina limpa, entrada e saída de ar livres, base e suportes sem dano.
- Parâmetros e alarmes: histórico de códigos e dados de funcionamento. A ferramenta de serviço de um fabricante mostra temperaturas, pressões, abertura das válvulas e rotação do compressor e dos ventiladores, para comparar com o esperado.
- Vazamento: sinais de vazamento de refrigerante e de óleo. Ele pode aparecer como pouco frio, código de erro, desligamentos intermitentes ou serpentina congelada.
- Quadro elétrico: conexões soltas, componentes danificados, aterramento e proteções do tamanho certo, sem nenhuma anulada.
- Comunicação: cabo, endereçamento das unidades e controles.
Por que o VRV precisa de técnico treinado?
Os manuais dos fabricantes pedem que o usuário não inspecione nem conserte o equipamento e que o serviço fique com profissional qualificado. Um deles avisa que manutenção mal feita pode causar choque elétrico, incêndio ou vazamento de água.
Há detalhes que só quem conhece o sistema acerta. O teste de isolamento com megômetro, feito no circuito de força, é proibido no cabo de comunicação, segundo o manual de um fabricante. As configurações do sistema são feitas num modo próprio, na unidade externa principal. Cada marca tem os seus códigos, controles e ferramentas. E a garantia pesa: um fabricante informa que ela não cobre danos de desmontagem ou limpeza interna feitas por quem não é autorizado.
O que fazer quando o VRV mostra um código de erro?
Anote o código, o modelo e o número de série, que ficam na plaqueta do equipamento, e passe para a assistência, como orientam os manuais. Alguns códigos podem ser apagados no controle. Os outros pedem o técnico.
Desligue o sistema e chame a assistência na hora se houver cheiro de queimado, disjuntor desarmando com frequência ou água vazando de uma unidade. Com suspeita de vazamento de refrigerante, afaste chamas, ventile o ambiente e só volte a usar o sistema depois que um técnico confirmar o reparo.
Como a Termaxis cuida da manutenção do seu VRV
- Avaliação técnica: uma visita levanta as unidades, os controles e o histórico do sistema.
- Plano: definimos as atividades e a periodicidade de cada parte, dentro do PMOC quando o prédio é de uso coletivo.
- Preventiva e corretiva: a equipe própria da Termaxis cuida das unidades internas e externas, com EPIs e as NRs aplicáveis, como a NR-10, de eletricidade, e a NR-35, de trabalho em altura. O atendimento é 24 horas.
- Contrato: uma equipe mensal cuida dos seus aparelhos, com PMOC, TRT e fornecimento de peças com garantia quando for preciso.
Perguntas frequentes
VRV e VRF são a mesma coisa?
Sim. VRV é a marca de um fabricante, e VRF é o nome genérico da mesma tecnologia.
Sistema VRV precisa de PMOC?
Se o prédio é de uso público e coletivo, sim: a Lei 13.589/2018 vale para os sistemas de climatização desses prédios. Acima de 60.000 BTU/h (5 TR), a Portaria 3.523/1998 exige também um responsável técnico habilitado.
Um técnico de split pode cuidar de um VRV?
A limpeza de filtros, drenos e serpentinas se parece. Já códigos, parâmetros, ajustes, comunicação e carga de refrigerante seguem o manual de cada fabricante, que pede profissional qualificado. Vale confirmar se quem vai atender conhece o sistema instalado.
O que guardar da instalação do VRV?
O cartão de garantia, os manuais, o registro da carga adicional de refrigerante, as configurações da instalação e o histórico de manutenção. A assistência técnica usa esses dados.
Quer o seu VRV com a manutenção em dia?
Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.
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Termaxis
Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.
Fontes
- Daikin: Variable Refrigerant Volume
- Consulting-Specifying Engineer: Variable Refrigerant Flow (VRF/VRV) for HVAC Systems
- AHRI Standard 1230-2021: sistemas VRF multi-split, em inglês
- ACR Latinoamérica: The ABCs of a VRF system (I)
- Daikin: manual da unidade externa VRV IV RXYTQ-T, em inglês
- Midea: manual das unidades externas VRF V8, em espanhol
- Fujitsu General: ferramenta de serviço VRF UTY-ASGX, em inglês
- ABRAVA: RENABRAVA 5, guia de fluidos frigoríficos
- Facilitiesnet: VRF, Understanding Facility Needs
- Prefeitura de Nova York: VRF and Split System Maintenance Plan
- Lei nº 13.589/2018
- Portaria GM/MS nº 3.523/1998




