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Casa de máquinas com um chiller sobre base de concreto, ligado por tubos pretos com isolamento a tubulações azuis com manômetros e válvulas de volante, e uma fila de bombas ao fundo

Equipamentos e projetos

VRV ou chiller: qual sistema faz sentido num prédio comercial grande

Equipe técnica Termaxis5 min de leitura

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Quem vai climatizar ou reformar um prédio comercial grande, como escritório, shopping, hospital, hotel ou indústria, costuma chegar à mesma dúvida: VRV ou chiller? Os dois atendem prédios desse porte, mas funcionam de jeitos diferentes.

Veja como cada um funciona e o que pesa na escolha.

Em resumo

  • No VRV, o fluido refrigerante vai até as unidades internas de cada ambiente. No chiller, ele fica na máquina, e o que circula pelo prédio é água gelada.
  • O sistema de água gelada pede casa de máquinas, bombas e, na condensação a água, torre de resfriamento.
  • No VRV, a conta de segurança considera toda a carga de fluido vazando num só ambiente.
  • Porte, horários, espaço, expansão, manutenção, reserva e medição de consumo pesam na escolha, que sai do projeto.

Como funciona um sistema VRV?

VRV é marca de um fabricante, e os demais chamam a mesma tecnologia de VRF. É um sistema de expansão direta: unidades externas se ligam por tubulação a várias unidades internas, e o fluido refrigerante percorre o prédio até cada ambiente, onde troca calor direto com o ar. Cada unidade interna pode ter temperatura e horário próprios.

Como funciona o sistema de água gelada com chiller?

O chiller resfria água, num sistema de expansão indireta. Dentro dele, o fluido refrigerante retira o calor da água num trocador de calor, o evaporador. Bombas levam a água gelada por tubulação fechada até os fan-coils, conjuntos de ventilador, filtro e serpentina instalados no ambiente ou numa casa de máquinas com dutos. A água volta mais quente, e o ciclo recomeça.

O calor sai do prédio de dois jeitos:

  • Condensação a ar: o chiller joga o calor direto no ar externo.
  • Condensação a água: em geral, bombas levam a água de condensação até a torre de resfriamento, que a esfria pela evaporação de parte dela.

Qual a diferença entre VRV e chiller?

PontoVRVChiller
O que circula pelo prédioFluido refrigeranteÁgua gelada; o fluido fica na máquina
EspaçoUnidades externas na cobertura ou no térreoCasa de máquinas e, na condensação a água, torre
Horário por andarCada unidade interna liga sozinhaDepende da central funcionando
FalhaParam os ambientes daquele sistemaSem reserva, pode afetar o prédio inteiro

Como escolher entre VRV e chiller?

A escolha sai do projeto, e estes pontos pesam:

  • Porte e carga térmica: o projeto começa pela carga térmica, o calor que entra de fora e o que vem de pessoas, iluminação e equipamentos, nos horários de uso. O VRV tem limites de comprimento e de altura de tubulação, e prédio alto pode precisar de unidades externas em mais de um nível. Na hotelaria, um fabricante dos dois sistemas indica o VRV para hotéis pequenos e médios e a água gelada para os grandes.
  • Horários por andar: no VRV, o andar que trabalha até mais tarde liga só as suas unidades. Na água gelada, ele depende de chiller e bombas funcionando.
  • Espaço: a água gelada pede casa de máquinas e, na condensação a água, lugar para a torre, longe das tomadas de ar do prédio. O VRV é descentralizado, com equipamentos mais compactos.
  • Expansão: o VRV pode ser instalado por área, com o resto do prédio funcionando. Na água gelada, carga nova pesa sobre a central, das bombas aos chillers, e a ampliação precisa estar prevista no projeto.
  • Medição por andar ou loja: no VRV, o controle do sistema pode ratear o consumo entre as unidades internas. Na água gelada, um medidor de energia térmica cruza a vazão com as temperaturas de ida e de volta da água.

Quanto fluido refrigerante pode ficar num ambiente ocupado?

No VRV, a tubulação passa pelos ambientes, e um vazamento pode chegar a quem está neles. Cada fluido tem um limite de concentração no ar para espaços ocupados, dado pela ABNT NBR 16666. O guia de fluidos refrigerantes da ABRAVA explica a conta: se toda a carga do sistema vazasse de uma vez no ambiente, a concentração teria de ficar abaixo desse limite. Entra toda sala ocupada por onde a tubulação passa.

A carga permitida também depende do tipo de sistema, do local das máquinas e da ocupação: a série ABNT NBR ISO 5149 põe hospitais e hotéis numa classe e escritórios em outra. Se a conta não fecha, o projeto divide o fluido em sistemas menores ou tira a tubulação das salas pequenas.

No chiller, o fluido fica na máquina. A casa de máquinas, quando existe, segue a série ABNT NBR ISO 5149, com detector de vazamento ligado a alarme e ventilação de emergência.

Qual sistema dá mais trabalho de manutenção?

São trabalhos diferentes. A manutenção do VRV vai de filtros e drenos à leitura de alarmes, à comunicação entre as unidades e à busca de vazamento, como mostra o artigo sobre manutenção de sistemas VRV. Em geral, componentes e controles são do mesmo fabricante, e o conserto pede técnico treinado naquele sistema.

Na água gelada, a manutenção cobre uma central:

  • Chiller: inspeção conforme o fabricante, busca de vazamento, pressões, óleo, parte elétrica e registro de operação.
  • Fan-coils e bombas: filtros, serpentinas e bandejas dos fan-coils, além das bombas.
  • Torre: reposição da água que evapora, tratamento químico contra incrustação, corrosão e micro-organismos, como a Legionella, e limpeza periódica.

E se um equipamento parar?

No VRV, um defeito na unidade externa para os ambientes ligados a ela, e os outros sistemas seguem. Na água gelada, sem reserva, uma falha na central pode afetar o prédio inteiro. Mais de um chiller dá capacidade de reserva, em troca de mais espaço e investimento.

Como a Termaxis ajuda a escolher entre VRV e chiller

  1. Avaliação técnica: entendemos o uso de cada área, os horários, o espaço e, na reforma, o que já está instalado.
  2. Projeto e consultoria: dimensionamento e especificação dos equipamentos, materiais e configurações mais indicados para a sua operação.
  3. Instalação certificada: equipamentos e peças com garantia, instalados pela equipe própria, sem terceirizar etapas essenciais, com EPIs e as NRs aplicáveis.
  4. Manutenção preventiva e corretiva: sistemas VRV e de grande porte, com contrato sob medida, PMOC, TRT e atendimento 24 horas.

Perguntas frequentes

Chiller sempre precisa de torre de resfriamento?

Não. A torre aparece na condensação a água. O chiller de condensação a ar joga o calor direto no ar externo.

Prédio com VRV ou chiller precisa de PMOC?

Se for de uso público e coletivo, sim: a Lei 13.589/2018 exige o PMOC sem distinguir o tipo de sistema. O modelo de plano da Portaria 3.523/1998 já prevê condicionadores de água gelada e torre de resfriamento.

Existe meio-termo entre VRV e chiller?

Há fabricante que oferece o VRF híbrido: o fluido refrigerante fica em espaços técnicos, e a água leva o frio até os ambientes ocupados. É uma saída para prédios em que as regras restringem o fluido nesses ambientes.

Vai climatizar ou reformar um prédio grande?

Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.

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Escrito pela equipe técnica

Termaxis

Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.

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