Manutenção
Maresia e corrosão: como proteger o ar-condicionado perto do mar
Perto do mar, o sal ataca o metal do ar-condicionado o tempo todo. Em prédios comerciais, indústrias e embarcações do litoral, como em Macaé, isso vira condensadora enferrujada, aleta corroída e aparelho que rende menos. Veja por que acontece, os sinais, o que ajuda e quando a corrosão já pede troca.
Em resumo
- O sal da maresia, com a umidade, acelera a corrosão, principalmente na serpentina, onde o cobre encosta no alumínio.
- Manuais de fabricantes pedem a condensadora fora do vento direto do mar, com boa drenagem e lavada com água periodicamente.
- Há equipamentos com proteção anticorrosiva de fábrica, em níveis diferentes conforme a agressividade do local.
- Manutenção não desfaz a corrosão, mas ajuda a achar o problema cedo. Vazamento repetido ou estrutura sem firmeza põem a troca na conversa.
Por que a maresia corrói o ar-condicionado?
A maresia é o ar carregado de gotículas de água do mar. O vento leva esse sal para além da praia, e ele se deposita na unidade externa. O ataque depende da distância do mar, da direção do vento e da umidade.
O cloreto do sal rompe a camada de óxido que protege o alumínio das aletas e abre pequenos furos: é a corrosão por pite. E onde o tubo de cobre encosta na aleta, o sal úmido liga os dois metais numa pilha que acelera o desgaste: é a corrosão galvânica.
| Parte | O que acontece |
|---|---|
| Aletas e serpentina | São as mais atingidas. Com menos área de troca de calor, sobem a pressão de condensação e o consumo do compressor. Se o tubo furar, vaza gás. |
| Gabinete e base | Onde a pintura risca ou solta, o aço fica exposto e enferruja. |
| Parafusos e suportes | Enferrujam e podem comprometer a fixação da máquina. |
| Parte elétrica | Sal e umidade podem causar falhas. Há fabricante que reveste a placa eletrônica contra o sal. |
Quais são os sinais de corrosão no ar-condicionado?
Na unidade externa, os sinais mais comuns são:
- ferrugem no gabinete, na base, nos parafusos e nos suportes;
- pintura riscada, estufada ou descascando;
- aletas com pontos de corrosão ou se desfazendo;
- aparelho que demora mais para gelar ou apresenta falhas;
- vazamento de gás refrigerante;
- defeitos na parte elétrica.
Risco na pintura deve ser reparado logo. Corrosão na serpentina pede avaliação técnica, que mostra se o conserto ainda compensa.
Qual ar-condicionado escolher para instalar perto do mar?
A proteção começa na compra. Os fabricantes oferecem níveis diferentes para a serpentina:
| Proteção | Como funciona |
|---|---|
| Película entre cobre e alumínio | Separa o tubo da aleta e interrompe a corrosão galvânica. Para corrosão leve. |
| Aleta com verniz epóxi | Resiste mais que o alumínio sem proteção, mas a borda cortada na fabricação pode ficar exposta. |
| Revestimento da serpentina inteira | Epóxi sobre todo o trocador, com proteção contra raios UV. Para litoral muito agressivo. |
| Serpentina toda de cobre | Sem o par cobre e alumínio. Indicada para o litoral, mas não para áreas com poluição industrial. |
Há fabricante que também engrossa a pintura do gabinete e usa parafusos de aço inoxidável ou tratados, e há manual que pede tratamento anticorrosivo adicional para a unidade à beira-mar.
Leia também o termo de garantia: há fabricante que exclui da cobertura os danos por maresia e por falta de manutenção.
Onde instalar a condensadora perto do mar?
Os manuais de fabricantes recomendam:
- Longe do vento direto do mar: do lado do prédio oposto ao mar.
- Quebra-vento, se não houver opção: barreira firme, maior que a máquina e afastada dela o bastante para o ar circular.
- Boa drenagem: nada de ponto baixo onde a água empoça, e a máquina nivelada, sem acumular água.
A bordo, nem sempre existe lado protegido. Aí pesam mais a proteção do equipamento e a rotina de lavagem e inspeção.
Com que frequência fazer a manutenção do ar-condicionado perto do mar?
No litoral, lavar a condensadora entra na rotina. Os manuais pedem tirar o sal e a poeira do trocador de calor com água periodicamente, e há fabricante que recomenda limpeza mensal da serpentina instalada perto do mar. O ritmo certo sai do manual e da exposição de cada aparelho.
Na lavagem:
- aparelho desligado e sujeira solta retirada antes, com aspirador ou escova macia no sentido das aletas;
- água doce e limpa, em jato fraco, no sentido contrário ao do ar;
- nada de lavadora de alta pressão ou jato forte de mangueira, que entortam as aletas;
- nada de produto ácido, alcalino ou água sanitária, que aceleram a corrosão onde a aleta encosta no tubo.
Na mesma visita, vale inspecionar suportes, parafusos, base, pintura e conexões elétricas, e repintar ou trocar o que perdeu a proteção.
Quando a corrosão já pede a troca do ar-condicionado?
Corrosão não volta atrás. Lavar e inspecionar ajuda a achar o problema cedo, mas não desfaz o que o sal já comeu. Pintar por cima também não resolve: com a corrosão iniciada, a tinta pode perder a aderência.
A troca da serpentina ou do equipamento entra na conversa quando:
- o vazamento de gás volta em pontos diferentes da serpentina;
- as aletas se desfazem e o aparelho já não rende;
- base, gabinete ou suportes perderam a firmeza;
- o compressor foi danificado;
- o conserto se aproxima do custo de um equipamento novo.
Como a Termaxis cuida do ar-condicionado perto do mar
Com matriz em Macaé e bases em São Gonçalo e no Recreio, a Termaxis atende prédios comerciais, indústrias e embarcações com equipe própria:
- Avaliação técnica: conferimos a exposição de cada aparelho ao vento do mar e o estado da serpentina, do gabinete, dos suportes e da parte elétrica.
- Manutenção preventiva: lavagem e inspeções entram no contrato de manutenção, em pacotes mensais sob medida, com PMOC e TRT quando o prédio exige.
- Manutenção corretiva: trocamos o que a corrosão comprometeu, com peças fornecidas com garantia.
- Equipamento certo na troca: especificamos e fornecemos o equipamento indicado para o local, com instalação certificada.
No telhado e a bordo, seguimos as NRs aplicáveis a cada atividade, como a NR-35 no trabalho em altura, com EPIs. Se um aparelho parar, o atendimento é 24 horas.
Perguntas frequentes
Cobrir a condensadora protege da maresia?
Não necessariamente. Há fabricante que desaconselha toldo sobre a máquina, porque a chuva ajuda a lavar o sal.
Quem fica longe da praia também precisa se preocupar?
Sim. O vento leva o sal para dentro da cidade. Quanto mais perto do mar e mais exposto ao vento, maior o cuidado.
Equipamento com proteção anticorrosiva dispensa manutenção?
Não. A proteção aumenta a resistência, mas o sal continua se acumulando. Há fabricante que recomenda limpar também as serpentinas revestidas.
A maresia já chegou aos seus aparelhos?
Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.
Conversar no WhatsAppEscrito pela equipe técnica
Termaxis
Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.
Fontes
- LG: manual de instalação Multi V S, seção Oceanside Installation Precautions
- Carrier: Coastal Heating and Air
- Guazelli e Faria Neto (UNITAU): impactos dos revestimentos na corrosão do alumínio, 2016
- Daikin Applied Europe: HVAC solutions to corrosive environments
- Instituto Internacional de Refrigeração: Échangeurs, réduire la corrosion (resumo)
- Daikin Austrália: catálogo SkyAir, cuidados contra corrosão
- Mitsubishi Electric: especificação de proteção contra sal
- WebArCondicionado: ar-condicionado na praia, com orientação da ASBRAV
- Carrier: manual de serviço 48QE-4-6-02SM
- Samsung Brasil: termo de garantia de ar-condicionado




