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Técnico da Termaxis lava com mangueira uma condensadora enferrujada no terraço de um prédio de frente para o mar

Manutenção

Maresia e corrosão: como proteger o ar-condicionado perto do mar

Equipe técnica Termaxis5 min de leitura

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Perto do mar, o sal ataca o metal do ar-condicionado o tempo todo. Em prédios comerciais, indústrias e embarcações do litoral, como em Macaé, isso vira condensadora enferrujada, aleta corroída e aparelho que rende menos. Veja por que acontece, os sinais, o que ajuda e quando a corrosão já pede troca.

Em resumo

  • O sal da maresia, com a umidade, acelera a corrosão, principalmente na serpentina, onde o cobre encosta no alumínio.
  • Manuais de fabricantes pedem a condensadora fora do vento direto do mar, com boa drenagem e lavada com água periodicamente.
  • Há equipamentos com proteção anticorrosiva de fábrica, em níveis diferentes conforme a agressividade do local.
  • Manutenção não desfaz a corrosão, mas ajuda a achar o problema cedo. Vazamento repetido ou estrutura sem firmeza põem a troca na conversa.

Por que a maresia corrói o ar-condicionado?

A maresia é o ar carregado de gotículas de água do mar. O vento leva esse sal para além da praia, e ele se deposita na unidade externa. O ataque depende da distância do mar, da direção do vento e da umidade.

O cloreto do sal rompe a camada de óxido que protege o alumínio das aletas e abre pequenos furos: é a corrosão por pite. E onde o tubo de cobre encosta na aleta, o sal úmido liga os dois metais numa pilha que acelera o desgaste: é a corrosão galvânica.

ParteO que acontece
Aletas e serpentinaSão as mais atingidas. Com menos área de troca de calor, sobem a pressão de condensação e o consumo do compressor. Se o tubo furar, vaza gás.
Gabinete e baseOnde a pintura risca ou solta, o aço fica exposto e enferruja.
Parafusos e suportesEnferrujam e podem comprometer a fixação da máquina.
Parte elétricaSal e umidade podem causar falhas. Há fabricante que reveste a placa eletrônica contra o sal.

Quais são os sinais de corrosão no ar-condicionado?

Na unidade externa, os sinais mais comuns são:

  • ferrugem no gabinete, na base, nos parafusos e nos suportes;
  • pintura riscada, estufada ou descascando;
  • aletas com pontos de corrosão ou se desfazendo;
  • aparelho que demora mais para gelar ou apresenta falhas;
  • vazamento de gás refrigerante;
  • defeitos na parte elétrica.

Risco na pintura deve ser reparado logo. Corrosão na serpentina pede avaliação técnica, que mostra se o conserto ainda compensa.

Qual ar-condicionado escolher para instalar perto do mar?

A proteção começa na compra. Os fabricantes oferecem níveis diferentes para a serpentina:

ProteçãoComo funciona
Película entre cobre e alumínioSepara o tubo da aleta e interrompe a corrosão galvânica. Para corrosão leve.
Aleta com verniz epóxiResiste mais que o alumínio sem proteção, mas a borda cortada na fabricação pode ficar exposta.
Revestimento da serpentina inteiraEpóxi sobre todo o trocador, com proteção contra raios UV. Para litoral muito agressivo.
Serpentina toda de cobreSem o par cobre e alumínio. Indicada para o litoral, mas não para áreas com poluição industrial.

Há fabricante que também engrossa a pintura do gabinete e usa parafusos de aço inoxidável ou tratados, e há manual que pede tratamento anticorrosivo adicional para a unidade à beira-mar.

Leia também o termo de garantia: há fabricante que exclui da cobertura os danos por maresia e por falta de manutenção.

Onde instalar a condensadora perto do mar?

Os manuais de fabricantes recomendam:

  • Longe do vento direto do mar: do lado do prédio oposto ao mar.
  • Quebra-vento, se não houver opção: barreira firme, maior que a máquina e afastada dela o bastante para o ar circular.
  • Boa drenagem: nada de ponto baixo onde a água empoça, e a máquina nivelada, sem acumular água.

A bordo, nem sempre existe lado protegido. Aí pesam mais a proteção do equipamento e a rotina de lavagem e inspeção.

Com que frequência fazer a manutenção do ar-condicionado perto do mar?

No litoral, lavar a condensadora entra na rotina. Os manuais pedem tirar o sal e a poeira do trocador de calor com água periodicamente, e há fabricante que recomenda limpeza mensal da serpentina instalada perto do mar. O ritmo certo sai do manual e da exposição de cada aparelho.

Na lavagem:

  • aparelho desligado e sujeira solta retirada antes, com aspirador ou escova macia no sentido das aletas;
  • água doce e limpa, em jato fraco, no sentido contrário ao do ar;
  • nada de lavadora de alta pressão ou jato forte de mangueira, que entortam as aletas;
  • nada de produto ácido, alcalino ou água sanitária, que aceleram a corrosão onde a aleta encosta no tubo.

Na mesma visita, vale inspecionar suportes, parafusos, base, pintura e conexões elétricas, e repintar ou trocar o que perdeu a proteção.

Quando a corrosão já pede a troca do ar-condicionado?

Corrosão não volta atrás. Lavar e inspecionar ajuda a achar o problema cedo, mas não desfaz o que o sal já comeu. Pintar por cima também não resolve: com a corrosão iniciada, a tinta pode perder a aderência.

A troca da serpentina ou do equipamento entra na conversa quando:

  • o vazamento de gás volta em pontos diferentes da serpentina;
  • as aletas se desfazem e o aparelho já não rende;
  • base, gabinete ou suportes perderam a firmeza;
  • o compressor foi danificado;
  • o conserto se aproxima do custo de um equipamento novo.

Como a Termaxis cuida do ar-condicionado perto do mar

Com matriz em Macaé e bases em São Gonçalo e no Recreio, a Termaxis atende prédios comerciais, indústrias e embarcações com equipe própria:

  1. Avaliação técnica: conferimos a exposição de cada aparelho ao vento do mar e o estado da serpentina, do gabinete, dos suportes e da parte elétrica.
  2. Manutenção preventiva: lavagem e inspeções entram no contrato de manutenção, em pacotes mensais sob medida, com PMOC e TRT quando o prédio exige.
  3. Manutenção corretiva: trocamos o que a corrosão comprometeu, com peças fornecidas com garantia.
  4. Equipamento certo na troca: especificamos e fornecemos o equipamento indicado para o local, com instalação certificada.

No telhado e a bordo, seguimos as NRs aplicáveis a cada atividade, como a NR-35 no trabalho em altura, com EPIs. Se um aparelho parar, o atendimento é 24 horas.

Perguntas frequentes

Cobrir a condensadora protege da maresia?

Não necessariamente. Há fabricante que desaconselha toldo sobre a máquina, porque a chuva ajuda a lavar o sal.

Quem fica longe da praia também precisa se preocupar?

Sim. O vento leva o sal para dentro da cidade. Quanto mais perto do mar e mais exposto ao vento, maior o cuidado.

Equipamento com proteção anticorrosiva dispensa manutenção?

Não. A proteção aumenta a resistência, mas o sal continua se acumulando. Há fabricante que recomenda limpar também as serpentinas revestidas.

A maresia já chegou aos seus aparelhos?

Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.

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Escrito pela equipe técnica

Termaxis

Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.

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Fontes

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