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Técnico da Termaxis, de capacete branco, luvas e macacão laranja, mede com um manifold as pressões de uma unidade de refrigeração num compartimento técnico de embarcação, com o mar visto pela vigia

A bordo e offshore

Climatização a bordo: como funciona o HVAC-R de embarcações de apoio offshore

Equipe técnica Termaxis6 min de leitura

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Numa embarcação de apoio offshore, a climatização vai além do conforto. O ar-condicionado mantém habitáveis os camarotes e as salas de comando, a ventilação alimenta e resfria a praça de máquinas, e a refrigeração conserva a comida da tripulação. Tudo num casco que vibra, balança e vive cercado de água salgada.

Veja como esses sistemas funcionam, o que muda em relação a um prédio e como planejar a manutenção sem atrapalhar a operação.

Em resumo

  • O HVAC-R de bordo cuida das acomodações, da ventilação da praça de máquinas e das câmaras de provisões.
  • Sal, vibração, pouco espaço e funcionamento contínuo mudam o projeto e a manutenção.
  • A ISO 7547 orienta o ar-condicionado das acomodações; a ISO 8861, a ventilação da praça de máquinas.
  • Pela NR-30, manutenção em embarcação em operação começa com análise de risco, sob responsabilidade do comandante.

O que o HVAC-R faz numa embarcação de apoio offshore?

O PSV leva equipamentos, suprimentos e insumos de perfuração da base em terra até sondas e plataformas. O AHTS, além de abastecer, manuseia âncoras e reboca essas unidades.

Num projeto descrito por um fabricante de HVAC-R naval, a embarcação de apoio recebe unidade de tratamento de ar, condensadora resfriada por água do mar, ventiladores, coifa da cozinha, dampers corta-fogo e de fumaça, eliminadores de névoa, filtros da praça de máquinas e refrigeração das câmaras de provisões.

A Convenção sobre Trabalho Marítimo (MLC 2006), em vigor no Brasil desde 2021, pede ar-condicionado no alojamento da tripulação, nas salas de rádio e no controle central de máquinas dos navios construídos depois que ela passou a valer no país da bandeira, salvo os que operam regularmente em clima temperado.

O que muda em relação à climatização de um prédio?

O ciclo de refrigeração é o mesmo. Muda o ambiente:

PontoPrédio em terraEmbarcação de apoio
Ar externoPoeira e poluição urbanaSal, umidade e respingos do mar, que corroem equipamentos
Destino do calorCondensadora a ar no telhado ou na fachadaMuitas vezes a água do mar, por trocador resistente à corrosão, como o de titânio
MovimentoEstrutura paradaVibração dos motores e balanço do mar
EspaçoCasa de máquinas com acessoCompartimentos apertados; serviço em espaço confinado segue a NR-33
FuncionamentoVaria com o usoContínuo, porque a tripulação mora a bordo
Técnico e peçaChegam por terraPrecisam embarcar ou esperar a volta à base

Quais sistemas de ar-condicionado são usados a bordo?

  • Expansão direta: o gás refrigerante resfria o ar na serpentina. Pode ser um split, com cassete e condensadora, ou uma unidade de tratamento de ar com condensadora, que pode ser resfriada a água do mar.
  • Água gelada: um chiller resfria a água que circula até as unidades de tratamento de ar. Em navios, o condensador do chiller costuma ser resfriado por um circuito de água do mar.
  • Unidade de tratamento de ar: mistura ar externo e de retorno, filtra, resfria ou aquece e distribui pelos dutos. Pela RDC 72/2009 da Anvisa, o compartimento da caixa de mistura é exclusivo da climatização: nada pode ser guardado ali.

Como funciona a refrigeração das câmaras de provisões?

A comida da tripulação fica em câmaras frigoríficas, separadas para resfriados e congelados. O ciclo é o de qualquer câmara fria. Muda o entorno: sal, vibração e, no mar, nenhuma loja de peças por perto.

A MLC 2006 pede inspeções frequentes e documentadas, pelo comandante ou sob as ordens dele, dos mantimentos e dos locais e equipamentos que os armazenam, câmaras incluídas.

Por que a praça de máquinas precisa de ventilação própria?

Essa ventilação tem duas funções: entregar aos motores o oxigênio da combustão e retirar o calor dos motores de propulsão e auxiliares. A ISO 8861 traz os requisitos de projeto e a base de cálculo dessa ventilação em navios com motor diesel. Nas tomadas de ar, venezianas e separadores de gotas próprios para navios barram chuva, umidade e respingos do mar.

Quais normas valem para o HVAC-R de bordo?

ReferênciaO que trata
ISO 7547:2022Projeto e cálculo do ar-condicionado e da ventilação das acomodações de navios mercantes, com anexos para controle de máquinas, passadiço e paiol de mantimentos secos
ISO 8861:1998Projeto e cálculo da ventilação da praça de máquinas
MARPOL, Anexo VI, regra 12Gases que destroem a camada de ozônio, como os HCFC
RDC 72/2009 da AnvisaManutenção, operação, controle e limpeza da climatização da embarcação
NR-30Segurança na manutenção de embarcação em operação

Algumas classificadoras têm notações voluntárias de conforto: a DNV oferece a COMF-C, de clima interno, e a ABS tem guias de habitabilidade com critérios de clima interno, ruído e vibração. Em plataformas, a NR-37 exige climatização contínua sempre que houver trabalhadores a bordo.

Como planejar a manutenção preventiva sem parar a operação?

Pela NR-30, toda manutenção em embarcação em operação começa com análise de risco, que indica se é preciso permissão de trabalho, e cabe ao comandante assegurar as medidas de prevenção. O tripulante também não deve acumular manutenção com vigilância, navegação, carga ou descarga. Alguns cuidados ajudam:

  • Janelas da operação: o PSV carrega na base em terra, e o tempo no porto pode receber o serviço mais demorado.
  • Reserva testada: o projeto citado acima prevê espaço para um conjunto reserva. Nos navios sujeitos ao Código ISM, equipamentos reserva de sistemas críticos têm de ser testados regularmente.
  • Peças a bordo: no mar, a reposição depende da logística da embarcação.
  • Registro: a Anvisa pode pedir as planilhas de manutenção, e sistemas com HCFC têm livro de registro nos navios obrigados ao certificado IAPP.

Como a Termaxis atende o HVAC-R a bordo

A Termaxis tem equipe técnica preparada para aplicações navais e offshore, com bases em Macaé, São Gonçalo e Recreio e atendimento em todo o território nacional.

  1. Avaliação técnica: levantamos os sistemas da embarcação e fazemos o dimensionamento e a especificação dos equipamentos.
  2. Fornecimento: equipamentos e peças com garantia, de quem projeta e instala.
  3. Instalação certificada: equipe própria, sem terceirizar etapas essenciais, com cassetes, condensadoras e sistemas completos já instalados em embarcações.
  4. Manutenção preventiva e corretiva: com responsabilidade técnica, EPIs e as NRs aplicáveis, como NR-10, NR-34 e NR-35.
  5. Atendimento 24 horas: equipe técnica a qualquer hora.

Perguntas frequentes

Embarcação precisa de PMOC?

A Lei 13.589/2018 exige o PMOC de edifícios de uso público e coletivo. Para embarcações que passam por portos de controle sanitário, vale a RDC 72/2009 da Anvisa: sem usar o nome PMOC, ela pede, quando a autoridade solicitar, as planilhas de manutenção, operação, limpeza e desinfecção e os laudos de qualidade do ar.

O ar-condicionado de bordo ainda pode usar R-22?

O R-22 (HCFC-22) é um HCFC, e a MARPOL proíbe instalar sistema novo com HCFC em navio desde 1º de janeiro de 2020. Os existentes podem operar e ser recarregados, mas o gás não pode ir para o ar: na manutenção, é recolhido e, se não for reutilizado a bordo, desembarcado para destinação adequada.

A NR-37 vale para embarcação de apoio?

Não. A NR-37 vale para plataformas de petróleo e unidades de manutenção e segurança, e o próprio texto exclui as embarcações de apoio marítimo, que seguem a NR-30.

Quer conversar sobre o HVAC-R da sua embarcação?

Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.

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Escrito pela equipe técnica

Termaxis

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Fontes

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