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Técnico da Termaxis, de capacete, óculos, touca e jaqueta térmica sobre o macacão laranja, ilumina com uma lanterna o evaporador coberto de gelo de uma câmara fria, entre prateleiras de inox com caixas e carne embalada

Problemas e soluções

Câmara fria que não segura a temperatura: onde procurar o problema

Equipe técnica Termaxis6 min de leitura

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No supermercado, no restaurante, na indústria de alimentos, no hospital ou numa embarcação, a câmara fria guarda o que não pode esquentar. Quando a temperatura sobe, estão em jogo a mercadoria e a segurança de quem vai consumi-la. Parte das causas está à vista; outra parte pede técnico.

Em resumo

  • Temperatura subindo, gelo no evaporador, porta suando, compressor que não para e alarme são sinais de alerta.
  • Comece pelo que está à vista: porta, borracha de vedação, carga, arrumação e condensadora desobstruída.
  • Degelo, ventiladores, fluido refrigerante e controlador são serviço de técnico.
  • A RDC 216/2004 da Anvisa, nos serviços de alimentação, e a RDC 72/2009, a bordo, pedem monitorar e registrar a temperatura.

Quais são os sinais de que a câmara fria não está segurando a temperatura?

  • Temperatura subindo: a câmara fica mais quente que o normal ou demora a voltar ao ponto depois da carga.
  • Gelo no evaporador: gelo fofo, como neve, costuma vir de ar úmido que entra pela porta ou por frestas. Gelo duro e transparente no teto ou nos ventiladores aponta para problema no degelo ou no dreno.
  • Porta suando ou com gelo: pode ser vedação deixando o ar passar ou, na câmara de congelados, falha na resistência do batente.
  • Compressor que não para: trabalha o tempo todo, e a câmara não chega à temperatura.
  • Alarme: conforme o modelo, o controlador avisa de temperatura alta, porta aberta por muito tempo ou sensor com defeito.

Por que a câmara fria não segura a temperatura?

O calor entra pela porta, pela mercadoria e por frestas. A temperatura sobe quando entra mais calor do que o sistema consegue tirar, ou quando ele perde capacidade.

Os guias de fabricantes apontam estas causas. Procure nesta ordem, do que está à vista ao que pede técnico:

Onde procurarO que acontece
Porta e borracha de vedaçãoBorracha rachada ou porosa e porta desalinhada deixam entrar ar quente e úmido.
Porta aberta por muito tempoAberturas longas ou frequentes trazem calor e umidade, que viram gelo.
Mercadoria quente ou em excessoMuita carga quente de uma vez pode passar da capacidade do sistema.
Mercadoria bloqueando o arCaixas encostadas no evaporador travam a circulação do ar.
Degelo com problemaO gelo cresce a cada ciclo e fecha a passagem de ar.
Condensadora suja ou sem ventilaçãoSujeira ou saída de ar bloqueada reduzem muito a capacidade.
Ventilador paradoO ar deixa de passar pelo evaporador ou pela condensadora.
Vazamento de fluido refrigeranteO sistema resfria menos, e o compressor trabalha mais.
ControladorAjuste errado e sensor com defeito ou fora do lugar tiram a câmara do ponto.

O que o responsável pela câmara fria pode conferir sem abrir o equipamento?

O guia de boas práticas do Ministério do Meio Ambiente sugere que a empresa de manutenção prepare verificações simples para o usuário. Sem ferramenta e sem abrir painel:

  • Registro: anote a temperatura em horários fixos, com termômetro funcionando e calibrado. O histórico mostra quando o problema começou.
  • Porta e borracha: a porta fecha por inteiro? Fica aberta muito tempo na carga? A borracha tem rachaduras ou partes porosas? Um fabricante sugere fechar a porta sobre uma folha de papel, que precisa ficar presa.
  • Arrumação: caixas longe do evaporador, das paredes e da frente dos ventiladores, sem lotar a câmara. A mercadoria deve entrar o mais fria possível.
  • Gelo e água: gelo na porta, no teto ou no piso e água pingando são sinais para o técnico.
  • Condensadora: de onde der para ver com segurança, confira se ela está livre de caixas, lixo e folhas.
  • Alarme: anote o código do visor e a hora.

O que é serviço do técnico na câmara fria?

Estes pontos envolvem eletricidade, fluido refrigerante sob pressão e medições:

  • Degelo: resistências, sensor, programação e dreno. Mal ajustado, o degelo pode danificar o evaporador a ponto de romper tubos e liberar toda a carga de fluido.
  • Ventiladores: motor, fusível e comando.
  • Condensadora: limpeza da serpentina, ventiladores e pressões.
  • Fluido refrigerante: vazamento e carga.
  • Controlador e porta: ajustes, sensores, troca da borracha e conserto da resistência do batente.

Se falta fluido, o caminho é achar o vazamento, consertar e só então completar a carga, como mostramos no artigo sobre ar-condicionado que não gela.

Qual o risco para o alimento quando a câmara fria esquenta?

Na cadeia do frio, lembra o guia do Ministério do Meio Ambiente, a qualidade perdida numa etapa não se recupera nas seguintes.

Nos serviços de alimentação, como restaurantes, a RDC 216/2004 da Anvisa manda manter o alimento preparado em condições de tempo e temperatura que não favoreçam a multiplicação microbiana. Ela também pede:

  • conferência da temperatura das matérias-primas que precisam de conservação especial, na recepção e no armazenamento;
  • monitoramento e registro da temperatura de armazenamento do alimento preparado refrigerado ou congelado;
  • manutenção programada e periódica dos equipamentos e calibração dos instrumentos de medição, com registro.

Desde a RDC 52/2014, essas regras valem também para a cozinha de hospitais e outros serviços de saúde. A indústria de alimentos segue regulamento próprio de Boas Práticas de Fabricação.

Nas embarcações que passam por portos de controle sanitário, a RDC 72/2009 pede termômetro visível e funcionando nas câmaras de alimentos, com monitoramento e registro regular da temperatura. Falamos da câmara de provisões no artigo sobre climatização a bordo.

O que fazer com a mercadoria que esquentou é decisão de quem responde pela segurança dos alimentos no estabelecimento, e não do técnico de refrigeração.

Como evitar que a câmara fria volte a perder temperatura?

Com manutenção preventiva e registro. O guia do Ministério do Meio Ambiente inclui na manutenção planejada a limpeza de condensadores e evaporadores, a conferência de ventiladores e dreno e a verificação de vazamentos. Segundo um fabricante, o intervalo depende do uso, do movimento de porta e do ambiente.

Se a câmara não pode parar, deixe escrito no contrato de manutenção o que conta como emergência.

Como a Termaxis atende uma câmara fria que não segura a temperatura

  1. Chamado: atendimento 24 horas, com chamado pelo WhatsApp.
  2. Diagnóstico: a equipe própria da Termaxis confere a câmara no local, com EPIs e as NRs aplicáveis a cada atividade, como a NR-10 nos serviços com eletricidade.
  3. Conserto: manutenção corretiva com responsabilidade técnica e fornecimento de peças com garantia, como ventiladores axiais e condensadores remotos.
  4. Prevenção: no contrato de manutenção, uma equipe mensal cuida dos seus aparelhos, com cada serviço documentado.
  5. Em terra e a bordo: equipe preparada para aplicações comerciais, navais e offshore, com bases em Macaé, São Gonçalo e Recreio e atendimento em todo o território nacional.

Perguntas frequentes

Gelo no evaporador é normal?

Algum gelo se forma, e o degelo existe para tirá-lo. O problema é o gelo que não sai no degelo, volta rápido ou se espalha pelo teto.

O ventilador do evaporador parou. É defeito?

Nem sempre. Durante o degelo, ele pode ficar parado, e o controle pode mantê-lo desligado até a serpentina voltar a gelar. Fora desse período, chame o técnico.

Cortina de tiras ajuda?

Ajuda quando a porta fica aberta por longos períodos, como na carga e descarga, e há fabricante que a indica nesses casos. Ela não deve ficar amarrada para o lado.

A sua câmara fria não segura a temperatura?

Fale com a equipe técnica da Termaxis. A gente entende o seu sistema e explica o que ele precisa.

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Escrito pela equipe técnica

Termaxis

Soluções completas em HVAC-R, do projeto à manutenção: climatização, ventilação, aquecimento e refrigeração, em prédios e a bordo. Bases em Macaé, São Gonçalo e no Recreio, no Rio de Janeiro, com atendimento em todo o território nacional.

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Fontes

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